SEMANÁRIO LITÚRGICO
QUINTA-FEIRA SANTA
TRÍDUO PASCAL
MISSA VESPERTINA DA
CEIA DO SENHOR
ANO A
Cor Litúrgica: Dourado
02/04/2026
Por antiquíssima tradição, neste dia consagram-se as partículas para a Celebração da Paixão do Senhor, que ocorrerá amanhã. Antes da Missa, é conveniente que o Sacrário já permaneça vazio e que o espaço litúrgico seja ornamentado de forma moderada, reservando-se uma ornamentação floral mais destacada para o lugar onde será feita a reposição da Sagrada Eucaristia.
Na Igreja, deve haver um espaço preparado para o trono eucarístico, onde será colocado o Sagrado Corpo do Senhor. Após a Oração depois da Comunhão, será feito o translado da santíssima eucaristia com as hóstias consagradas para esse local. Deve-se consagrar um bom número de partículas, considerando a participação dos fiéis nas Celebrações de amanhã, dia em que, por antiquíssima tradição, não se celebra a Eucaristia.
Durante o canto do Glória, os sinos são tocados; em seguida, silenciam-se, voltando a soar apenas na noite da Vigília Pascal. A Missa deste dia não tem bênção final e é seguida de um momento de Adoração Eucarística, que se estende até à meia-noite da Sexta-feira Santa.
Nas comunidades paroquiais que receberam os Santos Óleos na Missa desta manhã, estes poderão ser levados na Procissão de Entrada desta celebração. Ao chegarem ao presbitério, são colocados sobre uma mesa próxima ao altar.
RITOS INICIAIS
1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.
CANTO
TODA A NOSSA GLÓRIA ESTÁ NA CRUZ
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
1. DEUS SE COMPADEÇA DE NÓS E NOS DÊ A SUA BÊNÇÃO,
RESPLANDEÇA SOBRE NÓS A LUZ DO SEU ROSTO.
2. NA TERRA SE CONHECERÃO O VOSSOS CAMINHOS
E ENTRE OS POVOS A VOSSA SALVAÇÃO.
3. OS POVOS VOS LOUVEM, Ó DEUS,
TODOS OS POVOS VOS LOUVEM.
4. ALEGREM-SE E EXULTEM AS NAÇÕES
PORQUE JULGAIS OS POVOS COM JUSTIÇA.
5. A TERRA PRODUZIU OS SEUS FRUTOS,
O SENHOR NOSSO DEUS NOS ABENÇOA.
6. DEUS NOS DÊ A SUA BÊNÇÃO
E CHEGUE O SEU TEMOR AOS CONFINS DA TERRA.
Antífona da entrada
Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres. (cf. Gl 6,14)
Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.
SAUDAÇÃO
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
2. Em seguida, o bispo, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
O povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
3. O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.
RITO DE ACOLHIMENTO DOS SANTOS ÓLEOS
Este rito é uma proposta para o início da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, mediante o qual são recebidos os Santos Óleos nas diferentes comunidades.
Antes da celebração, preparar uma pequena mesa no presbitério onde se possam colocar as âmbulas dos Santos Óleos. Pode também preparar-se um ornamento floral.
Se o recipiente de cada um dos Santos Óleos (âmbulas ou outro) for de pequena dimensão poderão
ser levados no cortejo em cima de pequenas salvas.
Os Santos Óleos poderão ser levados no cortejo de entrada por acólitos ou por representantes da comunidade ligados aos três sacramentos (um idoso ou até um Ministro Extraordinário da Comunhão para o Óleo dos Enfermos; um catequista/padrinho para o Óleo dos Catecúmenos; um crismando/padrinho para o Santo Crisma). Idealmente os que levam os Santos Óleos deveriam ter participado na Missa Crismal.
No cortejo de entrada, ao lado daquele que leva cada um dos Santos Óleos poderá acompanhá-lo um acólito com uma vela acesa.
A celebração inicia-se de modo habitual com o cortejo de entrada. Aqueles que levam os Santos Óleos (e os acólitos que os acompanham com uma vela) inserem-se depois da Cruz.
Uma vez chegado ao presbitério todo o cortejo litúrgico procede de modo habitual, com a excepção dos que levam os Santos Óleos (e os acólitos que os acompanham) que permanecem na coxia central.
ADMONIÇÃO
Uma vez incensado o Altar e a Cruz, o celebrante dirige-se à presidência e continua a celebração com a saudação inicial finda a qual faz uma pequena admonição ao rito de acolhimento dos Santos Óleos.
Pres.: Jesus Cristo pelo seu Mistério Pascal, Paixão, Morte, Sepultura e Ressurreição, cuja celebração litúrgica estamos a iniciar, tornou-Se Sumo e Eterno Sacer dote. Da sua Morte redentora e gloriosa Ressurreição jorram sobre a Igreja as fontes da Salvação. Pelo Sacramento da Ordem, o Bispo, pai e pastor da nossa Igreja Diocesana, participa conjuntamente com o presbitério desse múnus santificador que a to dos chega pelos sacramentos de Cristo. Na Igreja Mãe da Diocese, a Catedral, reuniram-se com o nosso Pastor, os Presbíteros, Diáconos e demais Povo de Deus na celebração da Missa Crismal. Nela o nosso Bispo benzeu os Óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e consagrou o Santo Crisma para uso nas diferentes comunidades da Diocese. São esses Óleos Santos que agora acolhemos na nossa comunidade como dom que exprime a comunhão numa só fé e num só Espírito.
APRESENTAÇÃO DOS ÓLEOS
Óleo dos Enfermos
Terminada a admonição, aquele que leva o Óleo dos Enfermos sobe ao presbitéiro e entrega-o ao presidente. Este recebe-o, eleva-o de forma visível a toda a assembleia e canta:
Pres.: Eis o Óleo santo para os Enfermos.
Os concelebrantes, o coro ou ministros, respondem:
℣.: Os que forem com ele ungidos; o Senhor os fortalecerá na hora da provação.
E o povo conclui, dizendo:
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Terminada a aclamação, o presidente entrega o Óleo Santo ao acólito que o coloca, juntamente com a vela, na mesa previamente preparada no presbitério. Entretanto o coro pode cantar a estrofe própria do sacramento a que se destina o Óelo Santo seguida do refrão.
Óleo dos Catecúmenos
Em seguida, aquele que leva o Óleo dos Catecúmenos sobe ao presbitério e entrega-o ao presidente. Este recebe-o, eleva-o de forma visível a toda a assembleia e canta:
Pres.: Eis o Óleo santo para os Catecúmenos.
Os concelebrantes, o coro ou ministros, respondem:
℣.: Os que forem com ele ungidos; o Senhor os encaminhará para a sua Igreja Santa.
E o povo conclui, dizendo:
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Terminada a aclamação o presidente entrega o Óleo Santo ao acólito que o coloca, juntamente com a vela, na mesa previamente preparada no presbitério. Entretanto o coro pode cantar a estrofe própria do sacramento a que se destina o Óleo Santo seguida do refrão.
Óleo do Santo Crisma
Em seguida, aquele que leva o Santo Crisma sobe ao presbitério e entrega-o ao presidente. Este
recebe-o, eleva-o de forma visível a toda a assembleia e canta:
Pres.: Eis o Óleo do Santo Crisma.
Os concelebrantes, o coro ou ministros, respondem:
℣.: Os que forem com ele ungidos; receberão em abundância o Espírito Santo.
E o povo conclui, dizendo:
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Ass.: Glória a Vós, Cristo Salvador!
Terminada a aclamação o presidente entrega o Óleo Santo ao acólito que o coloca, juntamente com a vela, na mesa previamente preparada no presbitério. Entretanto o coro pode cantar a estrofe própria do sacramento a que se destina o Óleo Santo seguida do refrão.
No final o presidente incensa os Santos Óleos enquanto o coro canta o cântico de aclamação aos Santos Óleos Acolhei, ó Redentor, nosso cântico de louvor ou Cantemos ao Redentor. Terminada a incensação, dirige-se de novo à presidência, seguindo-se o Acto Penitencial, Kýrie, eléison, Glória, conforme o formulário da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.
CANTO
ACOLHEI, Ó REDENTOR,
NOSSOS HINOS DE LOUVOR!
ACOLHEI, Ó REDENTOR,
NOSSOS HINOS DE LOUVOR!
1. O ÓLEO A SER CONSAGRADO
DESCEU DO TRONO FECUNDO;
POR NÓS VAI SER OFERTADO
A QUEM SALVOU ESTE MUNDO.
2. QUEM NA FRAQUEZA SE ABISMA
SEJA EM VIGOR RESTAURADO,
GRAÇAS À UNÇÃO DESTE CRISMA
QUE O FAZ DO CRISTO SOLDADO.
3. QUEM, NO BATISMO LAVADO,
A FRONTE AO CRISMA OFERECE,
JÁ PELA GRAÇA HABITADO,
COM SETE DONS SE ENRIQUECE.
4. DO PAI À VIRGEM DESCIDO,
DE NOVO AO PAI REGRESSAIS,
E O AMIGO, ENTÃO PROMETIDO,
ÀS NOSSAS ALMAS MANDAIS.
5. SEJA FESTIVO ESTE DIA,
DELE SE FAÇA A MEMÓRIA:
ÓLEO DE SANTA ALEGRIA
JÁ NOS PROMETE A VITÓRIA!
Segue a Missa como de costume.
ATO PENITENCIAL
4. O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos dignos de nos aproximar da mesa do Senhor.
Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula, cantada ou rezada:
CANTO
SENHOR, QUE LAVASTES OS PÉS DOS DISCÍPULOS, PARA QUE ELES TIVESSEM PARTE CONVOSCO.
KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.
CRISTO, QUE SOIS O PÃO-O-O-O DA VIDA DESCIDO DO CÉU, PARA QUE VIVÊSSEMOS ETERNAMENTE.
CHRISTE, ELEISON.
CHRISTE, ELEISON.
SENHOR, QUE EM VOSSO SANGUE VOS FIZESTES GARANTIA DA NOVA E ETERNA ALIANÇA.
KYRIE, ELEISON.
KYRIE, ELEISON.
HINO DE LOUVOR
8. Diz-se o Glória. Enquanto se canta este hino, tocam-se os sinos, que não voltarão a tocar-se até ao Glória da Vigília Pascal. Também, durante o mesmo tempo, o órgão e outros instrumentos musicais só podem ser utilizados para sustentar o canto.
GLORIA A DEUS NAS ALTURAS,
E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS.
SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO PODEROSO.
NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÉNITO
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS.
SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS SOIS O SENHOR,
SÓ VÓS, O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO.
COM O ESPÍRITO SANTO, NA GLÓRIA DE DEUS PAI.
AMÉN.
ORAÇÃO COLETA
6. De mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta.
Pres.: Ó Pai, estamos reunidos para a santa Ceia, na qual o vosso Filho Unigênito, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Ex 12,1-8.11-14
Este dia será para vós uma festa memorável
em honra do Senhor.
10. O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egito: «Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa. Se a família for pequena demais para comer um cordeiro, junte-se ao vizinho mais próximo, segundo o número de pessoas, tendo em conta o que cada um pode comer. Tomareis um animal sem defeito, macho e de um ano de idade. Podeis escolher um cordeiro ou um cabrito. Deveis conservá-lo até ao dia catorze desse mês. Então, toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao cair da tarde. Recolherão depois o seu sangue, que será espalhado nos dois umbrais e na padieira da porta das casas em que o comerem. E comerão a carne nessa mesma noite; comê-la-ão assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. Quando o comerdes, tereis os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comereis a toda a pressa: é a Páscoa do Senhor. Nessa mesma noite, passarei pela terra do Egito e hei de ferir de morte, na terra do Egito, todos os primogénitos, desde os homens até aos animais. Assim exercerei a minha justiça contra os deuses do Egito, Eu, o Senhor. O sangue será para vós um sinal, nas casas em que estiverdes: ao ver o sangue, passarei adiante e não sereis atingidos pelo flagelo exterminador, quando Eu ferir a terra do Egito. Esse dia será para vós uma data memorável, que haveis de celebrar com uma festa em honra do Senhor. Festejá-lo-eis de geração em geração, como instituição perpétua».
Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
11. O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.
— O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
Ass.: O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
— Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor.
Ass.: O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
— É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus fiéis. Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva: quebrastes as minhas cadeias.
Ass.: O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
— Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, invocando, Senhor, o vosso nome. Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, na presença de todo o povo.
Ass.: O cálice de bênção é comunhão do Sangue de Cristo.
SEGUNDA LEITURA
1 Cor 11, 23-26
Isto é o meu corpo que é dado por vós.
Fazei isto em minha memória.
12. Se houver uma segunda leitura, o leitor proclama do ambão, como descrito acima.
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios.
Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
13. Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.
GLÓRIA A VÓS, Ó CRISTO, VERBO, VERBO DE DEUS!
GLÓRIA A VÓS, Ó CRISTO, VERBO DE DEUS!
EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO, DIZ O SENHOR:
VOS AMEIS UNS AOS OUTROS, COMO EU VOS AMEI!
14. Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.
Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.
EVANGELHO
Jo 13,1-15
Vós me chamais Mestre e Senhor
e dizeis bem, pois eu o sou.
15. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote diz, e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
℣.: Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».
16. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
HOMILIA
17. Depois da proclamação do Evangelho, o sacerdote faz a homilia, na qual se comentam os grandes mistérios que nesta Missa se comemoram: a instituição da sagrada Eucaristia e do sacramento da Ordem e o mandato do Senhor sobre a caridade fraterna.
MEMORIAL DO LAVA-PÉS
RITO DE LAVA-PÉS
18. Terminada a Homilia, procede-se à cerimônia do gesto memorial do lava-pés, caso as normas pastorais o aconselhem. Onde não se realizar essa cerimônia, o sacerdote prossegue diretamente com a Oração dos Fiéis. Não se diz o Creio.
Aqueles cujos pés serão lavados dirigem-se aos lugares preparados para eles. O sacerdote depõe a casula e, em seguida, aproxima-se dos escolhidos para o rito, derrama a água sobre os pés e os enxuga, sendo auxiliado pelos ministros. Se for oportuno, pode também beijá-los, conforme a tradição e o costume local.
Se o celebrante for Bispo, depõe a mitra e a casula, mas não a dalmática (se a estiver usando) e, se conveniente, cinge-se com a gremial de linho apropriada.
Durante o lava-pés, podem ser recitadas algumas antífonas ou entoado um canto apropriado para a ocasião. É essencial que este gesto expresse simbolicamente a atitude de Jesus Cristo ao lavar os pés dos seus discípulos.
DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO,
DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO:
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS,
COMO EU VOS AMEI.
1. QUANDO TODOS VOS AMARDES COMO IRMÃOS,
SERÁ ESSE O TESTEMUNHO DO MEU REINO.
QUANDO TODOS PRATICARDES A JUSTIÇA,
DAIS AO MUNDO A CONHECER O EVANGELHO.
2. TODO AQUELE QUE ME FIZER CONHECIDO
PELAS OBRAS DA VERDADE E DO AMOR,
ANUNCIA A CERTEZA DE UM CAMINHO,
APROXIMA OS QUE VIVEM SEM ESPERANÇA.
3. SE GUARDARDES OS PRECEITOS QUE VOS DEIXO,
TEREIS FORÇA P’RA VENCER A OPRESSÃO.
SE FIZERDES O QUE VISTES E OUVISTES,
O MEU REINO CRESCERÁ COMO UM FERMENTO.
4. NÃO AMEIS SOMENTE AQUELES QUE VOS AMAM,
MAS AMAI QUEM VOS ODEIA E VOS INSULTA:
É ASSIM A NOVA LEI QUE VENHO DAR-VOS;
SOIS FELIZES SE A QUISERDES PRATICAR.
Concluído este gesto, o sacerdote retorna ao seu lugar, lava as mãos e reveste-se novamente com os paramentos. Em seguida, a Missa prossegue como de costume, com a Oração dos Fiéis. Não há Credo.
ORAÇÃO DOS FIÉIS
O leitor dirige-se ao ambão para proclamar a Oração Universal. O sacerdote, convida o povo à oração com estas palavras:
Pres.: Irmãos e irmãs: Elevemos as nossas súplicas ao Senhor Jesus, que lavou os pés aos discípulos e nos deu o sacerdócio e a Eucaristia, dizendo, com confiança:
E todos dizem:
Ass.: Cristo, ouvi-nos.
O leitor então diz:
1. Pelas Igrejas fundadas pelos Apóstolos e pelas comunidades locais que lhes sucederam, para que celebrem santamente a Eucaristia, oremos.
2. Pelo Papa Antônio, e pelos bispos, presbíteros e diáconos, escolhidos para o sacerdócio e o ministério, para que façam o que Jesus fez aos seus discípulos, oremos.
3. Pelos acólitos, leitores e catequistas e por todos os que adoram Jesus Cristo, para que O imitem nas palavras e nas obras, oremos.
4. Por todos aqueles que vivem sem amor, abandonados, esquecidos e rejeitados, para que encontrem o carinho que lhes falta, oremos.
5. Por todos nós que celebramos esta Páscoa, para que a comunhão do Corpo e Sangue de Jesus nos leve um dia a participar na Páscoa eterna, oremos.
Outras intenções...
Então o sacerdote diz a oração conclusiva, de braços abertos:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, que nos deixastes o mandamento novo do amor, e, por herança, a vossa Igreja e a Eucaristia, dai-nos a graça, ao celebrarmos esta Ceia santíssima, de passar convosco deste mundo para o Pai. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
E todos dizem:
Ass.: Amém.
Dá-se então início à Liturgia Eucarística. No início da Liturgia eucarística, pode organizar-se uma procissão dos fiéis, na qual, com o pão e o vinho, se podem apresentar ofertas para os pobres.
LITURGIA EUCARÍSTICA
PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
21. Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.
22. Convém que os fiéis nesta missa expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.
CANTO
UBI CARITAS ET AMOR.
UBI CARITAS DEUS IBI EST.
UBI CARITAS DEUS IBI EST.
1. DEUS TEVE SEU GRANDE AMOR:
QUE DEU O SEU FILHO ÚNICO!
QUE DEU O SEU FILHO ÚNICO!
2. DEUS ENVIOU O SEU FILHO AO SEU POVO,
PARA QUE O MUNDO SEJA SALVO.
PARA QUE O MUNDO SEJA SALVO.
3. AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS,
PORQUE O AMOR VEM DE DEUS.
PORQUE O AMOR VEM DE DEUS.
23. O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
24. O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
25. Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
26. Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
27. E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.
28. Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.
CONVITE À ORAÇÃO
29. Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
— ORAI, IRMÃOS E IRMÃS,
— PARA QUE O MEU E VOSSO SACRÍFICIO
— SEJA ACEITE POR DEUS PAI TODO-PODEROSO.
E todos respondem:
— RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO,
— PARA GLÓRIA DO SEU NOME,
— PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA.
Ou, para recitação:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.
Pres.: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Cristo nosso Senhor.
Ass.: Amém.
PREFÁCIO
(Santíssima Eucaristia, I)
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: — O SENHOR ESTEJA CONVOSCO.
Ass.: — ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: — CORAÇÕES AO ALTO.
Ass.: — O NOSSO CORAÇÃO ESTÁ EM DEUS.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: — DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, NOSSO DEUUS.
Ass.: — É NOSSO DEVER E NOSSA SALVAÇÃO.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por nosso Senhor Jesus Cristo. Verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-Se como vítima de salvação, instituiu o sacrifício da nova e eterna aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. O seu Corpo, por nós imolado, é alimento que nos fortalece e o seu Sangue, por nós derramado, é bebida que nos purifica. Por isso, com os anjos e os arcanjos, os tronos e as dominações e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
CANTO
SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO.
SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO.
O CÉU E A TERRA,
PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
BENDITO O QUE VEM, EM NOME DO SENHOR!
EM NOME DO SENHOR!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA, I
CANON ROMANUM
83. Na Oração eucarística I, ou Cânone romano, podem omitir-se as partes que aparecem entre parêntesis.
84. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Pai de infinita misericórdia, humildemente Vos suplicamos, por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor.
Junta as mãos e diz:
que Vos digneis aceitar
Traça o sinal da cruz, uma só vez, simultaneamente sobre o pão e o cálice, dizendo:
e abençoar + estes dons, esta oblação pura e santa.
Pela Igreja
De braços abertos continua:
Pres.: Nós Vo-la oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: dai-lhe a paz e congregai-a na unidade, defendei-a e governai-a em toda a terra, em comunhão com o vosso servo, o nosso papa António, todos os bispos que são fiéis à verdade e professam a fé católica e apostólica.
Pelos Vivos
Cc1 ou Celebrante principal:
Pres.: Lembrai-Vos, Senhor, dos vossos servos e servas,
Junta as mãos e ora alguns momentos por aqueles que quer recordar.
Depois, de braços abertos, continua:
e de todos os que estão aqui presentes, cuja fé e dedicação ao vosso serviço bem conheceis. Por eles nós Vos oferecemos e também eles Vos oferecem este sacrifício de louvor, por si e por todos os seus, pela redenção das suas almas, para a salvação e segurança que esperam, ó Deus eterno, vivo e verdadeiro.
86. Comemoração dos Santos
Cc.2 ou Celebrante Principal:
Pres.: Em comunhão com toda a Igreja, ao celebrarmos o dia santíssimo em que nosso Senhor Jesus Cristo Se entregou por nós, veneramos a memória da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe do nosso Deus e Senhor, Jesus Cristo, e também a de são José, seu esposo, e a dos bem-aventurados apóstolos e mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago, João, Tomé, Tiago, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão e Tadeu; Lino, Cleto, Clemente, Sixto, Cornélio, Cipriano, Lourenço, Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião e de todos os santos. Por seus méritos e orações, concedei-nos, em tudo e sempre, auxílio e proteção. Por Cristo, nosso Senhor. Amén.
87. De braços abertos, continua:
Pres.: Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família, Vos apresentamos. Nós Vo-la oferecemos neste dia, em que nosso Senhor Jesus Cristo confiou aos seus discípulos a celebração dos mistérios do seu Corpo e Sangue. Dai a paz aos nossos dias, livrai-nos da condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos.
Junta as mãos.
Por Cristo nosso Senhor. Amen.
88. Estendendo as mãos sobre as oblatas, diz:
Pres.: Santificai, Senhor, esta oblação com o poder da vossa bênção e recebei-a como sacrifício espiritual perfeito, de modo que se converta para nós no Corpo e Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Junta as mãos.
89. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem pronunciar-se clara e distintamente, como o requer a natureza das mesmas palavras.
Pres.: — Hoje, na véspera da sua paixão, por nós e por todos os homens,
Toma o pão e, sustnentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
— Ele tomou o pão em suas santas e adoráveis mãos
Eleva os olhos.
— e, levantando os olhos ao céu para Vós,
— Deus, seu Pai todo-poderoso,
— dando graças Vos bendisse, partiu-o e deu-o aos seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e genuflete em adoração.
90. Depois, continua:
Pres.: — De igual modo, no fim da Ceia,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
— tomou este sagrado cálice em suas santas e adoráveis mãos,
— dando graças Vos bendisse, e deu-o aos seus discípulos.
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
91. Em seguida, diz:
Pres.: — Mistério da fé!
O povo aclama, dizendo:
Ass.: — Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
92. Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, Senhor, o memorial da bem-aventurada paixão de Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Senhor, da sua ressurreição de entre os mortos e da sua gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, com o vosso povo santo, dos próprios bens que nos destes oferecemos à vossa divina majestade o sacrifício perfeito, santo e imaculado, o pão santo da vida eterna e o cálice da eterna salvação.
93. De braços abertos, continua:
Pres.: Olhai com benevolência e agrado para esta oferenda e dignai-Vos aceitá-la, como aceitastes os dons do justo Abel, vosso servo, o sacrifício de Abraão, nosso pai na fé, e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedec.
94. Inclinado e de mãos juntas, continua:
Humildemente Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que esta nossa oferenda seja apresentada pelo vosso santo anjo no altar celeste, diante da vossa divina majestade, para que todos nós, participando deste altar, pela comunhão do santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho,
Ergue-se e, benzendo-se, continua:
Alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do céu.
Junta as mãos.
Por Cristo nosso Senhor. Amen.
95. Memória dos defuntos
Cc3 ou Celebrante principal:
De braços abertos diz:
Pres.: Lembrai-vos, Senhor, dos vossos servos e servas que partiram antes de nós, marcados com o sinal da fé, e agora dormem o sono da paz.
Junta as mãos e ora uns momentos pelos defuntos que quer recordar.
Depois, de braços abertos, continua:
Concedei-lhes, Senhor, a eles e a todos os que descansam em Cristo, o lugar da consolação, da luz e da paz.
Junta as mãos.
(Por Cristo nosso Senhor. Amen.)
96. Bate com a mão direita no peito, dizendo:
Cc.4 ou Celebrante principal:
Pres.: E a nós, pecadores, vossos servos, que esperamos na vossa infinita misericórdia,
De braços abertos continua:
admiti-nos também na assembleia dos bem-aventurados apóstolos e mártires: João Batista, Estêvão, Matias, Barnabé Inácio, Alexandre, Marcelino, Pedro, Felicidade, Perpétua, Águeda, Luzia, Inês, Cecília, Anastácia e de todos os santos. Recebei-nos em sua companhia, não pelo valor dos nossos méritos, mas segundo a grandeza do vosso perdão.
Junta as mãos.
Por Cristo nosso Senhor. Amen.
97. E continua:
Pres.: Por nosso Senhor Jesus Cristo, criais todos os bens e lhes dais vida, os santificais, abençoais e distribuís por nós.
114. Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: — POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO,
— A VÓS, DEUS PAI TODO-PODEROSO,
— NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO,
— TODA HONRA E TODA GLÓRIA,
— POR TODOS OS SÉCULOS
— DOS SÉCULOS.
A assembleia aclama:
Ass.: — AMÉM!
RITO DA COMUNHÃO
ORAÇÃO DO SENHOR
124. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
— OBEDIENTES À PALAVRA DO SALVADOR
— E FORMADOS POR SEU DIVINO ENSINAMENTO OUSAMOS DIZER:
E todos cantam:
— PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS,
— SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;
— VENHA A NÓS O VOSSO REINO,
— SEJA FEITA A VOSSA VONTADE,
— ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.
— O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE;
— PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS,
— ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO;
— E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO,
— MAS LIVRAI-NOS DO MAL.
Ou, para recitação:
Pres.: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos e filhas, digamos juntos.
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Embolismo
125. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
— LIVRAI-NOS DE TODOS OS MALES, Ó PAI,
— E DAI-NOS HOJE A VOSSA PAZ.
— AJUDADOS PELA VOSSA MISERICÓRDIA,
— SEJAMOS SEMPRE LIVRES DO PECADO
— E PROTEGIDOS DE TODOS OS PERIGOS,
— ENQUANTO AGUARDAMOS A FELIZ ESPERANÇA
— E A VINDA DO NOSSO SALVADOR,
— JESUS CRISTO.
E o povo responde:
— VOSSO É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE.
126. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.
127. O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.
128. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
Pres.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e aos outros ministros.
129. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.
130. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
CANTO
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS. TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS. TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ, A PAZ! DAI-NOS A PAZ, A PAZ!
Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.
131. Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.
132. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
Antífona da comunhão
Isto é o meu Corpo, entregue por vós; este é o cálice da nova aliança no meu Sangue, diz o Senhor. Fazei isto em memória de Mim. (cf. 1Cor 11,24.25)
133. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.
134. Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.
O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.
135. Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.
APÓS A COMUNHÃO DOS FIÉIS, AS ÂMBULAS DEVERÃO PERMANECER NO ALTAR ATÉ AO TRANSLADO.
136. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.
CANTO
DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO,
DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO:
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS,
COMO EU VOS AMEI.
1. QUANDO TODOS VOS AMARDES COMO IRMÃOS,
SERÁ ESSE O TESTEMUNHO DO MEU REINO.
QUANDO TODOS PRATICARDES A JUSTIÇA,
DAIS AO MUNDO A CONHECER O EVANGELHO.
2. TODO AQUELE QUE ME FIZER CONHECIDO
PELAS OBRAS DA VERDADE E DO AMOR,
ANUNCIA A CERTEZA DE UM CAMINHO,
APROXIMA OS QUE VIVEM SEM ESPERANÇA.
3. SE GUARDARDES OS PRECEITOS QUE VOS DEIXO,
TEREIS FORÇA P’RA VENCER A OPRESSÃO.
SE FIZERDES O QUE VISTES E OUVISTES,
O MEU REINO CRESCERÁ COMO UM FERMENTO.
4. NÃO AMEIS SOMENTE AQUELES QUE VOS AMAM,
MAS AMAI QUEM VOS ODEIA E VOS INSULTA:
É ASSIM A NOVA LEI QUE VENHO DAR-VOS;
SOIS FELIZES SE A QUISERDES PRATICAR.
137. Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou o acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
138. Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
139. Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, profere a oração Depois da comunhão.
Pres.: Deus todo-poderoso e eterno, que hoje nos alimentastes na Ceia do vosso Filho, saciai-nos um dia na ceia do reino eterno. Por Cristo nosso Senhor.
Ass.: Amém.
TRANSLADO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
PROCISSÃO
140. Terminada a oração, o sacerdote, de pé, põe incenso no turíbulo e, de joelhos, incensa por três vezes o Santíssimo Sacramento. Em seguida, toma o véu de ombros de cor branca, levanta-se e pega na píxide, cobrindo-a com as extremidades do véu.
Forma-se a procissão da transladação do Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela igreja ao lugar da reposição, preparado em alguma parte da igreja ou numa capela convenientemente ornada.
À frente vai um ministro leigo com a cruz entre dois outros com castiçais acesos; seguem-se outros levando velas acesas; diante do sacerdote que leva o Santíssimo Sacramento, vai o turiferário com o turíbulo fumegante.
Entretanto, canta-se o hino Canta, Igreja, o Rei do mundo (Pange, lingua) exceto as duas últimas estrofes ou outro cântico eucarístico.
CELEBREMOS O MISTÉRIO
DA DIVINA EUCARISTIA,
CORPO E SANGUE DE JESUS:
O MISTÉRIO DE DEUS VIVO,
TÃO REAL NO SEU ALTAR
COMO OUTRORA SOBRE A CRUZ.
VINDO À TERRA, QUE O CHAMAVA,
CRISTO FOI A SALVAÇÃO
E A ALEGRIA DO SEU POVO.
FOI PROFETA, FOI PALAVRA
E PALAVRA QUE, PREGADA,
FEZ DO MUNDO UM MUNDO NOVO.
FOI NA NOITE DERRADEIRA
QUE, NA CEIA COM OS DOZE,
CORAÇÃO A CORAÇÃO,
SE DEU TODO E PARA SEMPRE.
MÃOS EM BÊNÇÃO SOBRE A MESA
DA PRIMEIRA COMUNHÃO.
ASSIM, DEUS, QUE SE FEZ HOMEM,
TUDO FEZ EM PLENITUDE
DE HUMILDADE E DE POBREZA.
E O MILAGRE CONTINUA:
ONDE FALHAM OS SENTIDOS,
CHEGA A ESP’RANÇA DE QUEM REZA.
Chegada a procissão ao lugar da reserva, o sacerdote, eventualmente ajudado pelo diácono, depõe a píxide no tabernáculo, cuja porta fica aberta. Seguidamente, põe incenso no turíbulo e, de joelhos, incensa o Santíssimo Sacramento. Entretanto, canta-se o Tantum ergo sacramentum ou outro cântico eucarístico. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote fecha a porta do tabernáculo.
VENEREMOS, ADOREMOS,
A PRESENÇA DO SENHOR,
NOSSA LUZ E PÃO DA VIDA,
CANTE A ALMA O SEU LOUVOR.
ADOREMOS NO SACRÁRIO,
DEUS OCULTO POR AMOR.
DÊMOS GLÓRIA AO PAI DO CÉU,
INFINITA MAJESTADE;
GLÓRIA AO FILHO E AO SANTO ESPÍRITO,
EM ESPÍRITO E VERDADE,
VENEREMOS, ADOREMOS
A SANTÍSSIMA TRINDADE.
MEU DEUS EU CREIO, ADORO, ESPERO E AMO-VOS.
PEÇO-VOS PERDÃO PARA OS QUE NÃO CRÊEM,
NÃO ADORAM, NÃO ESPERAM E NÃO VOS AMAM.
MEU DEUS EU CREIO, ADORO, ESPERO E AMO-VOS.
PEÇO-VOS PERDÃO PARA OS QUE NÃO CRÊEM,
NÃO ADORAM, NÃO ESPERAM E NÃO VOS AMAM.
MEU DEUS EU CREIO, ADORO, ESPERO E AMO-VOS.
PEÇO-VOS PERDÃO PARA OS QUE NÃO CRÊEM,
NÃO ADORAM, NÃO ESPERAM E NÃO VOS AMAM.
Depois de algum tempo de oração em silêncio, o sacerdote e os ministros fazem a genuflexão e retiram-se para a sacristia.
Os fiéis sejam exortados a adorarem diante do Santíssimo Sacramento, durante algum tempo da noite, segundo a situação e as circunstâncias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma Solenidade.
- Desnudamentos dos altares e remoção de cruzes
No tempo oportuno faz-se a desnudação do altar e, se possível, retiram-se as cruzes da igreja. Se algumas ficam na igreja, é conveniente cobri-las.
A Hora de Vésperas não é celebrada por aqueles que tomaram parte na Missa da Ceia do Senhor.
Convidem-se os fiéis a dedicar algum tempo da noite à adoração do Santíssimo Sacramento, tendo em conta as circunstâncias e as diversas situações locais. A partir da meia noite, esta adoração faz-se sem solenidade.
Se na mesma igreja não se celebra a Paixão do Senhor na Sexta-feira seguinte, a Missa conclui na forma habitual e repõe-se o Santíssimo Sacramento no tabernáculo.
Convidem-se os fiéis a dedicar algum tempo da noite à adoração do Santíssimo Sacramento, tendo em conta as circunstâncias e as diversas situações locais. A partir da meia noite, esta adoração faz-se sem solenidade.
Se na mesma igreja não se celebra a Paixão do Senhor na Sexta-feira seguinte, a Missa conclui na forma habitual e repõe-se o Santíssimo Sacramento no tabernáculo.
